quarta-feira, novembro 29, 2006

Realidade Virtual

Minha mãe deu p implicar agora q eu estou viciada em internet. Ela disse q leu um artigo falando sobre os viciados em internet que alegava q os mesmos se esquecem das relações interpessoais e não querem se comunicar a não ser dentro do mundo virtual. Eu acho q eu iria além disso.

É engraçado ser uma workaholic mas por um tempo ser nada mais q expectadora... percebemos coisas q não teríamos tempo de observar e refletir enquanto ocupados com a carga horária pesada do mundo competitivo. Eu não culpo a internet pela falta de diálogo, até mm pq, no meu caso, ela é uma bela de uma ajuda. Falo c meus amigos espalhados pelo mundo c mto mais frequência do q falaria sem ela, tenho acesso a informações super úteis que não teria sem ela, descubro cursos e oportunidades que jamais imaginaria sem ela, etc. O problema não está em toda a tecnologia a qual somos expostos hoje, mas sim na maneira errada como ela vem sendo utilizada; porque, ao invés de diminuir a carga de trabalho do ser humano, ela vem aumentando cada vez mais. A lógica deste fato está longe de ser entendida e, qdo somos os expectadores, sofremos, porque percebemos a nossa ordem forçada de prioridade. Neste caso, então, a internet entra como uma aliada e uma desculpa. Aliada porque ajuda na comunicação, mas uma desculpa de q, por ter conversado durante o dia online, não há a necessidade de ligar, de ouvir a voz, e sentir pelo menos um pouco do afeto q o tom não esconde.

Vivemos em um mundo onde as pessoas se esqueceram das relações interpessoais. Esqueceram q não há nada melhor q um abraço longo, jogar conversa fora, ir ao cinema abraçadinho, escutar uma boa música dançando sem se preocupar c o q os outros julgam ser ridículo, e td mais que dá aquele ar de felicidade inexplicável. Trabalha-se para viver com tranquilidade e para ter dinheiro para o prazer / lazer. Mas esquece-se de reservar o tempo p o lazer, para viver essas felicidades inexplicáveis. Consequência? Relacionamento virtual. Estamos juntos mas sempre nos sentimos sozinhos. Portanto, pergunto: vale a pena construir uma carreira ou ter o suficiente para viver o q as culturas nos oferecem e q esquecemos no meio de nossas tarefas? Nessas horas, prefiro investir em ser uma cidadã do mundo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Filha,

Vc sabe que a mamãe tem uma certa restrição qto. a Computador e suas facilidades. Acho q devemos respeitá-la.
Porém estamos em um mundo globalizado, onde tudo e todos passam invariavelmente por ela.
Como no trabalho da mamãe, ela não depende da internet e qdo. nós acessamos (ela implica comigo tb.) ela fica implicando. Mas temos q er paciência.
Dados: Apesar de não gostar muito de computador e da internet, a mamão tem dia q recebe em média 30 e-mail´s. Imagine se ela fosse chegada a internet.

Beijos!

Papai