"Life is about not knowing, having to change, taking the moment and making the best of it, without knowing what's going to happen next. Delicious ambiguity" (Gilda Radner). A melhor definição do que é o caminho entre o caos e a criação, o significado de viver a vida.
sexta-feira, junho 20, 2008
Não-acaso
Cada um que passa na nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única para nós e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida passa só, mas não vai sozinho nem nos deixa só. Leva um pouco de nós e nos deixa um pouco de si mesmo. Há os que deixam muito. Há os que deixam muito pouco. Essa é a responsabilidade máxima da vida. A prova de que cada um é importante e de que ninguém se aproxima do outro por acaso".
quinta-feira, junho 05, 2008
Há vários tipos de terapia. Escutar música, tocar um instrumento, ler um livro, ficar sozinho, sair com amigos, etc. Mas se tem uma que, na minha opinião, todos deveriam experimentar um dia. É a Terapia naquele sentido que muitos vêem como coisa de louco.
Eu faço terapia. Não porque sou louca, mas porque me encontrei numa situação em que percebi que precisava de ajuda para entender o que meus pensamentos, minhas sensações e minhas atitudes estavam querendo me mostrar. Aprendi que a sensação de ‘perdido’ é um mero sinal que precisamos nos reconectar e voltar ao momento no qual ignoramos alguma coisa por julgar que aquilo era muito difícil de lidar. O problema não é querer conversar com e refletir sobre o assunto no calor do momento, o problema é silenciar o acontecimento para tentar esquecer e seguir em frente como se nada tivesse acontecido.
A sensação de não viver no nosso mundinho de sonhos que só geram frustrações e desmotivam para viver a vida ao máximo (um clichê muito verdadeiro) é inexplicável. Encarar a realidade é prazeroso quando aceitamos que nada é por acaso e todo sofrimento nos prepara para aumentar a intensidade do gozo nos inúmeros momentos de felicidade; ser questionado é saudável porque desperta no adulto, que se acha sabedor de tudo, a curiosidade de criança. E acho que este é o maior aprendizado que levo do divã. Os fantasmas, resolvi comigo: falei sobre, entendi, fiquei em alerta para mudar, lição aprendida... deletei. Mas a curiosidade segue comigo; curiosidade de ver as coisas de diferentes perspectivas, de ouvir opiniões diferentes e, mais importante, de não se satisfazer com a resposta que está na ponta da língua.