Minha mãe sempre disse: 'o futuro a Deus pertence'. Por mais que eu tente controlar cada passo e cada consequência, sempre acabo em uma situação onde penso 'talvez não era a hora' ou 'suprise, surprise, quem diria'. E então, lembro da minha mãe. Sim, o futuro a Deus pertence.
Gastamos tanta energia planejando que esquecemos de viver. E, quando vivemos, geralmente vivemos para os outros: o que vão pensar, o que vão dizer. Pergunto, então: quando vivemos para nós mesmos? O que vamos aprender, o que vamos guardar, o quanto vamos vibrar, o quanto vamos constantemente nos adaptar.
Quando penso sobre isso, uma das coisas que vem à minha cabeça é que nossa grande dificuldade em lidar com as surpresas do futuro é se desvincilhar das coisas do passado, já que é difícil deixar o conhecido para trás e olhar para o papel em branco. É difícil não saber. Se vidas passadas realmente existem, não tenho dúvidas que isso era algo que tinha dificuldade de lidar e voltei nessa vida para tentar de novo. Distância, saudade, encontros e desencontros e mudanças bruscas há tempos estão na primeira fileira do meu dia-a-dia. Meu desafio diário é levar a memória e os aprendizados de tudo o que vivo nas minhas andanças e continuar olhando para a frente.
Outra dia escutei uma frase que dizia: "we all want things to stay the same. We settle to live in misery because we are afraid of change, of things crumbling to ruins. Ruin is a gift, ruin is a road to transformation". Pode ser doloroso deixar as coisas para trás, mas mais doloroso ainda é um dia perceber que se viveu do passado e não das surpresas de cada novo dia.
Um comentário:
amei, Ju!
Bjs
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